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Os Restos Mortais de uma Antepassada da Rainha Inglesa Foram Encontrados. Mas o Que a Ortodoxia Tem a Ver Com Isso? [1]

A mais antiga dos antepassados identificados da Rainha Elizabeth II é uma santa venerada na Igreja Ortodoxa.

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A mais antiga dos antepassados identificados da Rainha Elizabeth II é uma santa venerada na Igreja Ortodoxa. Acadêmicos Ingleses recentemente confirmaram que os restos mortais de Eanswythe de Folkestone, a fundadora do monasticismo feminino na Inglaterra, são autênticos.

Os cientistas Britânicos confirmaram a autenticidade dos restos mortais da Princesa Eanswythe, a parente conhecida mais antiga da atual Rainha Elizabeth II do Reino Unido e uma filha do monarca do Reino Anglo-Saxão de Kent. Os ossos foram encontrados em 1885, enterrados nas paredes de uma antiga igreja. Contudo, foi somente agora que a evidência do parentesco entre Santa Eanswythe e a Rainha Elizabeth, na 40ª geração, foi estabelecida, conforme escreveu o jornal Inglês The Independent.

Lançando mão de vários métodos modernos, incluindo datação por radiocarbono, os pesquisadores descobriram que os ossos escavados pertencem a uma jovem mulher que morreu na metade do séc. VII, com a idade de 17-21 anos. Foi neste tempo que a Princesa Eanswythe (depois conhecido como Eanswythe de Folkestone, conforme o lugar em que ela fundou seu convento) viveu. Ela foi a filha do Rei Eadbald, que governou do ano 616 a 640, sendo canonizado no séc. XII.

A Rainha Bertha, a avó de Eanswythe, também foi uma Cristã. Ela casou-se com o rei de uma das tribos dos Anglo-Saxões que praticava o politeísmo, convertendo-o e toda sua gente ao Cristianismo. Eanswythe foi uma Cristã tão convicta quanto sua avó. Contudo, ao contrário de sua avó, ela se recusou a casar-se (o rei de Northumbria, no extremo nordeste da Inglaterra, que era um pagão como seu avô havia sido, queria casar-se com ela), tornando-se uma monja e fundando o primeiro convento da Inglaterra em Folkestone.

Logo, uma vez que ela não se casou e não teve filhos, a Santa Eanswythe não pode ser uma ancestral direta da casa real da Inglaterra. Contudo, seus pais, o Rei Eadbald de Kent e sua esposa Emma, tiveram outros filhos que governaram o reino e tiveram descendentes. Assim, seria mais correto dizer que Eanswythe é a mais antiga parente da família real Inglesa cujo restos mortais foram encontrados e identificados.

Parte da equipe de arqueólogos. Foto: © Folkestone Museum

A Princesa Eanswythe viveu nos tempos da Igreja indivisa: as ilhas Britânicas, então a parte mais ocidental do Império Romano, foi convertida ao Cristianismo em sua forma Ortodoxa. Portanto, Eanswythe é reverenciada como uma santa não apenas pelos Anglicanos e Católicos, mas também pela Igreja Ortodoxa. Sua memória é celebrada no dia 12 (25) de setembro. Existem várias lendas relacionadas com seu nome. De acordo com uma delas, Deus curou um leproso por meio de suas orações. Outra lenda nos diz que a santa monja princesa tirou água de um penhasco. Desde então, pessoas que precisam de cura têm buscado frequentemente as orações desta santa.

É possível que a princesa tenha morrido da praga bubônica que assolou a Europa Ocidental naquele tempo. Os corpos daqueles que morreram da praga eram queimados para prevenir o espalhar da doença; o mesmo foi feito com o corpo Eanswythe. Seus ossos, todavia, foram preservados e mantidos pelas monjas como um tesouro. Eles foram transferidos várias vezes entre os séculos X e XII, juntamente com o próprio claustro, isto devido ao fato de que a costa sobre a qual o priorado fora construído era banhada pelo mar e, portanto, os edifícios do convento colapsavam várias vezes. Quando a Bretanha se tornou Protestante (sob o Rei Henrique VIII, na primeira metade do séc. XVI), o convento foi fechado e apenas a igreja permaneceu. Foi justamente na igreja - em suas paredes para ser mais exato - que as relíquias da Santa Eanswythe estavam. As monjas fizeram isso porque os Protestantes não respeitavam os santos e suas relíquias, então havia um sério risco de sua perda ou dano. Foi aqui, nas paredes da antiga igreja de Folkestone, que as relíquias foram descobertas em 1885 pelos trabalhadores que faziam obras de reparo.

A tumba de Santa Eanswythe na Igreja de Santa Maria e Santa Eanswythe, em Folkestone. Foto: © Church of St Mary and St Eanswythe, Folkestone As lendas mantiveram apenas que as relíquias da Princesa Eanswythe estavam ocultas na igreja, mas não havia nenhuma garantia de que os ossos encontrados pertenciam de fato a ela. Foi somente a pesquisa atual que confirmou que os restos mortais da Santa Princesa Eanswythe foram encontrados.

Este evento é um marco não apenas para a Ortodoxia Britânica, mas também para a Casa Real da Grã-Bretanha. Afinal, a linhagem da Rainha Elizabeth II, que está no trono desde 1952, ascende até a Princesa Eanswythe, como suposto por seus biógrafos.

Fotos pelo Arcipreste Igor Pchelintsev:

A Igreja de Santa Maria (Mãe de Deus) e Santa Eanswythe em Folkestone. Orações são feitas neste local desde 630, quando Santa Eanswythe fundou o convento.

A entrada da Igreja.

O templo foi completamente renovado no final do séc. XIX e começo do séc. XX. Foi então que as relíquias da santa que haviam sido enterradas na parede foram encontradas.

Nave central.

A história das relíquias de Santa Eanswythe, ocultas em uma arca de chumbo durante a Reforma Protestante, e uma foto da arca.

O local onde as relíquias de Santa Eanswythe são mantidas agora.

Há uma fonte próxima da igreja que foi consagrada em honra de Santa Eanswythe.

Traduzido pelo The Catalogue of Good Deeds
Fonte: https://foma.ru/najdeny-ostanki-praprapra-i-eshhe-37-raz-pra-babushki-britanskoj-korolevy-pri-chem-zdes-pravoslavie.html [2]


Source URL: https://orthodox-faith.ru/node/3017