Segundo o chefe do Serviço de Inteligência Estrangeira da Rússia, Washington usa os métodos mais inescrupulosos para influenciar a situação política na Bielorrússia e criar um conflito entre Ortodoxos e Católicos no país.
“Segundo relatos, os EUA também estão interferindo sem cerimônia na situação religiosa na Bielorrússia, buscando causar um conflito entre representantes dos ramos Ortodoxo e Católico do Cristianismo”, escreveu o diretor do Serviço de Inteligência Estrangeira, Sergei Narishkin, em comunicado publicado no site oficial do Serviço ontem.

Foto: abcnews.com
“Ao tentar atrair o Vaticano, que ainda está mostrando moderação, para os eventos Bielorrussos, os Americanos estão trabalhando para envolver mais ativamente os padres Católicos em protestos contra o governo. O clero da Igreja Católica Romana é encorajado a criticar abertamente as autoridades Bielorrussas e usar eventos religiosos, incluindo sermões, serviços de oração e procissões, para conduzir propaganda política de oposição entre os fiéis”, explica Narishkin, embora tais acusações tenham sido negadas por um representante oficial da Igreja Católica na Bielorússia.
De acordo com o pensamento Americano, isso deve forçar Minsk a tomar medidas retaliatórias duras contra a Igreja Católica, ele continua.
Lidando com a oposição Bielorrussa, o Departamento de Estado dos EUA “lançou esforços para conectar elementos extremistas aos protestos. ‘Combatentes por uma Bielorrússia Renovada’ são treinados na Polônia, Geórgia, Ucrânia e Estados Bálticos com a participação de instrutores da CIA e do Pentágono e de ONGs Americanas afiliadas ao Departamento de Estado”, acrescenta.
Ele também relata que o Serviço de Inteligência Estrangeira tem informações de que extremistas escondidos no exterior estão planejando uma provocação “durante a qual um dos clérigos mais autorizados da Igreja Católica Romana seria preso, ou mesmo ferido ou morto”.
“A expectativa é que isso aumente significativamente o sentimento antigovernamental entre os Católicos e os incentive a participar mais ativamente dos protestos de rua”, explica o diretor.
No entanto, o Bispo Yuri Kosobutsky, Vigário Geral da Arquidiocese de Minsk-Mogilev e chefe do departamento de mídia da Igreja Católica na Bielorússia acredita que tais acusações são “falsas” e “absurdas”, relata Catholic.by.
“Esta é uma mentira que nada tem a ver com a verdade... Esta é uma informação que deve ser tratada com um certo grau de ironia”, disse Kosobutsky durante uma homilia hoje na catedral Católica de Minsk.
Posteriormente, ele comentou que o clero Católico na Bielorússia “não recebe instruções de ninguém, nem apenas de natureza política… Em relação aos Estados Unidos da América, isso soa completamente surreal”.
A Igreja Católica chama as pessoas à unidade, paz e perdão, hoje, disse o Bispo Católico, e “talvez alguém esteja tentando usar esta situação para dividir as pessoas com base na religião, para nos acusar daquilo que estamos tentando evitar ao orar a Deus por paz e harmonia em nossa sociedade. Todavia, não cederemos a essa lavagem cerebral e permaneceremos fiéis aos mandamentos de amor que Cristo nos deixou”.
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